Capsulite Adesiva - Ombro Congelado

mar 28

Capsulite Adesiva - Ombro Congelado

Muitas pessoas se deparam com esta situação, dor aguda no ombro e logo depois limitação dos movimentos, esta que impossibilita a realização de suas atividades de vida diária e laborais. Quando recebemos um paciente com diagnóstico de capsulite adesiva, recebemos também várias dúvidas, como por exemplo: “vou voltar a movimentar o braço?”, “tenho que fazer cirurgia?”, “quanto tempo isso vai durar?”.

Então vamos esclarecer algumas dúvidas.

Antes, vamos falar rapidamente sobre as estruturas envolvidas na Capsulite Adesiva.

Nosso ombro é formado por três articulações chamadas de esterno-clavicular, acrômio-clavicular e a glenoumeral, também há uma articulação chamada escápulo-torácica. Essas articulações em conjunto com a cápsula articular e outras estruturas tendíneas e ligamentares juntamente com a musculatura, permitem que o braço realize uma variedade de funções e movimentos.

Na capsulite temos o acometimento da cápsula articular que é uma estrutura elástica e flexível a base de colágeno que reveste a articulação no ombro, ajudando na estabilização do mesmo.

Não existe uma causa para desencadear a capsulite, podendo ocorrer sem nenhuma causa aparente. Alguns processos inflamatórios ou algum trauma no ombro pode levar a um “gatilho” para o seu desenvolvimento.

Inicia com dor aguda e processo inflamatório que faz com que a cápsula perca sua elasticidade, gerando dor e progressiva limitação dos movimentos do ombro.  Nesse processo há a compensação da escápula para a realização dos movimentos (o ombro se eleva quando vai abrir o braço).  Observamos a limitação para os movimentos de flexão, abdução e as rotações internas e principalmente a externa de ombro.

Podemos dividir a capsulite adesiva em três estágios:

Fase inflamatória: Há a progressão da dor em poucos dias na realização de qualquer movimento do ombro. Apesar de doloroso, nessa etapa podemos ter a articulação sem rigidez.

Fase de congelamento: Há perda progressiva dos movimentos do ombro, o paciente poderá sentir dor, porém, de menor intensidade. Sensação do membro mais “curto”, dificuldade em pegar objetos em locais mais altos, realizar as rotações como secar as costas depois do banho, colocar o cinto de segurança.

Fase de descongelamento: Essa etapa é de duração variável, os movimentos do ombro têm uma melhora progressiva e o paciente recupera sua amplitude de movimento.

Normalmente o tratamento após seu diagnóstico é conservador, é importante a atuação fisioterapêutica em todos os estágios da patologia a fim de aliviar a dor e tratar a disfunção mais precocemente possível. A fisioterapia baseia-se em alívio dos sintomas álgicos nos estágios iniciais, recuperação da amplitude de movimento, liberação da cápsula articular e por fim exercícios para ganho de força muscular e estabilização da articulação.

O tratamento é de longa duração, o processo pode levar de 9 à 12 meses de reabilitação e preparação para retorno das atividades.